sábado, 26 de setembro de 2009

Esse post também...

... não serve aos propósitos desse blog e vai dilacerar os corações de todos que não estiverem na relação louvável que se segue. Mas acho que os boêmios solteiros (majoritariamente) merecem um afago (já que agora aprendi a demonstrar sentimentos dizendo "se eu amasse alguém, é provável que te amasse" e declarações dietéticas do mesmo teor).

[Um aviso preliminar: ESSA ORDEM NÃO IMPORTA. Só escrevi conforme a inspiração. Vocês sabem que, no fundo, quem eu prefiro mesmo é a Galine.]

Agradeço...

Ao LUIZ, pelo seu brilhantismo gastronômico (com ele concluí que na falta do que comer, não é PREMENTE - palavra do dia - matar seu amigo... você sempre pode coletar todos os restos de comida presentes, colocá-los num prato limpo - enfatizo: LIMPO, senão o sabor se altera -, temperá-los com grill e catchup - afinal, mesmo que você não tenha comida, essas duas iguarias jamais escasseiam -, e degustar a delícia com o melhor acompanhamento pra TUDO na vida: Coca-Cola - bebida estocada em maior quantidade que água nas casas do mundo capitalista... dispensas burguesas nunca estão vazias, ou elas têm algo E Coca, ou elas só têm Coca).

À TIA RUTH, também conhecida como Lívia Botelho, por ter uma compreensão ampla dos problemas da juventude do século XXI (se você estiver na fossa, ela canta Sandyjunior e Leandroleonardo com você- sim, ela é tão moderna que conhece nossos ídolos da década de... 90 - no meio do Pilotis, permitindo ao sofredor que não saiba cantar se esganiçar como puder, e dramatizando a letra - por exemplo, o famoso verso "e cheiro de terra molha-aa-da", de "Era Uma Vez" , foi representado jogando água Minalba no canteiro de obras do Leme... eu não senti o cheiro, mas valeu pelo gesto poético, eu sabia que ele estava ali).

À MARIA, pelo ardiloso plano de perguntar a mim se eu estava na rua com uma pessoa cuja existência é a maior improbabilidade do planeta, somente para desvendar um grande mistério da minha... personalidade (ela, muito curiosamente, pensou que a garota mais palhaça do italiano - aquela que respondia a "o que os brasileiros fazem no Carnaval?" com "pegam AIDS" - tivesse alguma... peculiaridade, vamos dizer assim... e então conheci todos os outros solteiros.. digo, membros desse grupo - sim, eu consegui socializar pesadamente com ela ainda que, para qualquer língua, inclusive o italiano, ela tenha o mesmo sotaque ininteligível).

À MANU, pela grandiosa caridade de chorar por todos (essa sua determinação piedosa é tão admirável que ela é a única pessoa que eu gosto de encontrar randômicamente em transportes públicos - afinal, é bem desagradável quando você está lá com o seu mp3, trancendendo com um solo afogador do Petrucci e se imaginando reproduzindo aquilo, com toda a audiência babando e... e... *cutucão*, surge um colega com quem a conversa é menos empolgante do que uma narração do Galvão Bueno - mas com a Manu nunca é assim, ela sempre tem um caso/curiosidade escalfobética pra contar, e não se importa se você fizer ela passar vergonha com comentários pobreofóbicos/racistas num 438 lotado de pedreiros, empregadas e estudantes de escola pública).

AO FERNANDO, por ter sido meu melhor aluno (não no sentido do desempenho pós-aula - culpa do outro professor -, e sim por me deixar apreciar minhas Devassas durante as sessões de estudo e ser tolerante com o meu completo desconhecimento dos formalismos matemáticos, que se tornavam ainda mais informais e caóticos quando as Ruivas entravam na discussão... além disso, ele cozinha, é praticamente ariano - tanto que é difícil notar a ausência de olhos cristalinos naquela face alva emoldurada por madeixas douradas - e não ama, o que faria dele o homem perfeito pra casar comigo... se eu quisesse.. casar).

À NÉM, nome tribal de Daniella Achilles, por nunca romper o feXamento dos mano fiel, ainda que o céu esteja desabando e a chapinha de mais de 100 reais desmantelando sob a ira de Deus (lembra disso, Ném? não né.. sua memória tem cerca de dois bits - e NÃO ME VENHA perguntar DE NOVO o que são bits... é místico e abstrato demais pra nossa compreensão - enfim, isso foi no dia do show da Alanis, quando eu tive que trocar o voucher debaixo de um temporal homérico... a Ném foi tão bróder nessa ocasião que não se afetou, permaneceu serena, me bombardeando de perguntas como é usual - ela queria que eu elucidasse, em 10 minutos, temas que eu vou levar cerca de 10 anos pra começar a entender... néns sempre se acham muito espertos e malandros... grandes cérebros treinados na tal "escola da vida")

À LELÊ, por ter efrentado fortes adversidades comigo (a madrugada necrosante na fila de ingressos pra Madonna, quando estávamos aceitando doações de remédios, agasalhos, comida e o que ficou conhecido como "kit-fila" - composto de: 1. cadeiras onde eu pudesse sentar do modo costumeiro, isto é, de frente, sem precisar virar de lado e ainda levantar uma perna pra caber; 2. spray anti-aglomerações; 3. fuzil para aniquilar cambistas e homofóbicos; 4. bom-ar pra espantar o mau-cheiro dos churrasquinhos dos..."vizinhos" - enfim, apesar dos insucessos dessa jornada asceta - tradução: ascetismo é um tipo de mendigagem, só que nobre, por ser voluntária -, a experiência foi bastante proveitosa... sinto que sei me virar na selva agora, aliás, a selva seria mais aconchegante... pelo menos o chão de lá não é de concreto).

Ah, claro, eu também preciso agradecer coletivamente por nights bombantes ao som de... Chiquititas, Spice Girls, É o Tchan e Lívia Botelho (com Lelê Venere no violão). E bem, eu lamento se o seu nome não estiver aí. Tente me conquistar da próxima vez que a gente se encontrar. Em caso de sucesso, daqui a um ano você ganha o seu parágrafo.